Tradutor: Henrique Garcia
1. Coro
Tönet, ihr Pauken! Erschallet, Trompeten!
Klingende Saiten, erfüllet die Luft!
Singet itzt Lieder, ihr muntren Poeten,
Königin lebe! wird fröhlich geruft.
Königin lebe! dies wünschet der Sachse,
Königin lebe und blühe und wachse!
Toquem a trombetas, ressoem os tímpanos!
Cordas altissonantes, enchei o ar!
Recitai vossos cânticos, ó inspirados poetas,
Viva a Rainha! jubilosos clamai.
Viva a Rainha! É o que deseja toda a Saxônia,
Viva a Rainha, e floresça, e prospere!
2. Recitativo
Heut ist der Tag,
Wo jeder sich erfreuen mag.
Dies ist der frohe Glanz
Der Königin Geburtsfests-Stunden,
Die Polen, Sachsen und uns ganz
In größter Lust und Glück erfunden.
Mein Ölbaum
Kriegt so Saft als fetten Raum.
Er zeigt noch keine falbe Blätter;
Mich schreckt kein Sturm, Blitz, trübe Wolken, düstres Wetter.
Hoje é o dia de todos se alegrarem,
Pois já raiam os belos resplendores
Da festa de aniversário da Rainha,
Que na Polônia, na Saxônia e em nós todos
Grandes ditas semeou.
Dá tantos frutos a minha oliveira
Como uma árvore frondosa,
E já não tem folhas amareladas;
A mim pouco me importam tempestades, relâmpagos,
Nuvens carregadas ou secas.
3. Ária
Blast die wohlgegriffnen Flöten,
Dass Feind, Lilien, Mond erröten,
Schallt mit jauchzendem Gesang!
Tönt mit eurem Waffenklang!
Dieses Fest erfordert Freuden,
Die so Geist als Sinnen weiden.
Pegai as flautas, e tocai-as bem;
Que os inimigos, os lílios e a lua escarlates
Ressoem num cântico exultante!
Balançai vossas armas!
Esta festa clama por alegrias,
Que assim ao espírito, como aos sentidos deleitem.
4. Recitativo
Mein knallendes Metall
Der in der Luft erbebenden Kartaunen,
Der frohe Schall;Das angenehme Schauen;
Die Lust, die Sachsen itzt empfindt,
Rührt vieler Menschen Sinnen.
Mein schimmerndes Gewehr
Nebst meiner Söhne gleichen Schritten
Und ihre heldenmäßge Sitten
Vermehren immer mehr und mehr
Des heutgen Tages süße Freude.
O repicar dos metais,
Os cânons que se agitam no ar,
O clangor alegre;
As belas apresentações,
E o prazer, que inunda agora a Saxônia,
Tocam os sentidos a toda a gente.
O brilho do meu rifle
E meus filhos a caminharem rente a mim,
Com seu gesto bravio:
Tudo serve para aumentar mais e mais
O suave contentamento deste dia.
5. Ária
Fromme Musen! meine Glieder!
Singt nicht längst bekannte Lieder!
Dieser Tag sei eure Lust!
Füllt mit Freuden eure Brust!
Werft so Kiel als Schriften nieder
Und erfreut euch dreimal wieder!
Musas devotas! minhas companheiras!
Não canteis cânticos de há tanto já sabidos!
Seja este dia por vosso júbilo!
Enchei de alegria os vossos peitos!
Lançai fora as quilhas, os escritos,
E alegrai-vos outra vez ainda!
6. Recitativo
Unsre Königin im Lande,
Die der Himmel zu uns sandte,
Ist der Musen Trost und Schutz.
Meine Pierinnen wissen,
Die in Ehrfurcht ihren Saum noch küssen,
Vor ihr stetes Wohlergehn
Dank und Pflicht und Ton stets zu erhöhn.
Ja, sie wünschen, dass ihr Leben
Möge lange Lust uns geben.
Nossa Rainha cá na terra,
Que no-la o céu mandou,
É protetora e guardiã das musas.
Minhas Piérides sabem-no muito bem:
Pois beijam-lhe a bainha com reverência,
E dão-lhe graças, e favores, e contínuo bem-estar.
Sim, desejam elas que a vida da Rainha
Nos traga duradouro contentamento.
7. Ária
Kron und Preis gekrönter Damen,
Königin! mit deinem Namen
Füll ich diesen Kreis der Welt.
Was der Tugend stets gefällt
Und was nur Heldinnen haben,
Sein dir angeborne Gaben.
Trarei louvores à dama coroada,
Ó Rainha! com o teu nome
Encherei o círculo terrestre.
Obrar conforme a virtude,
Ter a coragem própria das heroínas:
Tais são teus personalíssimos dons.
8. Recitativo
So dringe in das weite Erdenrund
Mein von der Königin erfüllter Mund!
Ihr Ruhm soll bis zum Axen
Des schön gestirnten Himmels wachsen,
Die Königin der Sachsen und der Polen
Sei stets des Himmels Schutz empfohlen.
So stärkt durch sie der Pol
So vieler Untertanen längst erwünschtes Wohl.
So soll die Königin noch lange bei uns hier verweilen
Und spät, ach! spät zum Sternen eilen.
Penetre, pois, nos amplos espaços terrestres
A minha voz, que erguerei em louvor à Rainha!
A sua glória se entronizará nos céus,
E a Rainha da Saxônia e da Polônia será aclamada, em toda parte,
Perpétua guardiã sua.
Assim se consolidará o tão desejado bem-estar dos seus súditos,
E a Rainha se demorará conosco ainda muito tempo,
Até que a acolham as estrelas.
9. Coro
Tenor
Blühet, ihr Linden in Sachsen, wie Zedern!
Sopran
Schallet mit Waffen und Wagen und Rädern!
Alt
Singet, ihr Musen, mit völligem Klang!
alle
Fröhliche Stunden, ihr freudigen Zeiten!
Gönnt uns noch öfters die güldenen Freuden:
Königin, lebe, ja lebe noch lang!
Tenor
Florescei como cedros, ó lírios da Saxônia!
Soprano
Balançai com as armas, com as carroças e as rodas!
Alto
Cantai, ó Musas, a todo pano!
Ó horas alegres, ó tempos ditosos!
Sejam-nos concedidas mais vezes estas alegrias áureas:
Viva a Rainha, sim, vida longa a ela!
Sábado, 12 de Abril de 2008
Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
BWV 215 - Preise dein Glücke, gesegnetes Sachsen
Tradução: Luciano Dias
1. Coro
Preise dein Glücke, gesegnetes Sachsen,
Weil Gott den Thron deines Königs erhält.
Fröhliches Land,
Danke dem Himmel und küsse die Hand,
Die deine Wohlfahrt noch täglich lässt wachsen
Und deine Bürger in Sicherheit stellt.
Preza tua ventura, Saxônia abençoada,
Pois Deus guarda o trono de teu Rei.
Terra jubilosa,
Dá graças ao céu e beija a mão,
Que teu bem estar todos os dias aumenta
E a teus cidadãos em segurança mantém.
2. Recitativo
Wie können wir, großmächtigster August,
Die unverfälschten Triebe
Von unsrer Ehrfurcht, Treu und Liebe
Dir anders als mit größter Lust
Zu deinen Füßen legen?
Fließt nicht durch deine Vaterhand
Auf unser Land
Des Himmels Gnadensegen
Mit reichen Strömen zu?
Und trifft nicht unsre Hoffnung ein,
Wir würden noch zu unsrer Ruh
In deiner Huld, in deinem Wesen
Des großen Vaters Bild und seine Taten lesen?
Como podemos, grão e poderoso Augusto,
O verdadeiro empenho
De nosso respeito, lealdade e amor
Por ti senão com grande prazer
A teus pés depositar?
Não é por tua mão paterna
Que em nosso país
As bênçãos do céu
Fluem em ricas torrentes?
E não persevera nossa esperança,
Em que temos para nosso repouso,
Em tua benevolência, em teu ser,
Visto a imagem e os feitos de teu grande pai?
3. Aria
Freilich trotzt Augustus' Name,
Ein so edler Götter Same,
Aller Macht der Sterblichkeit.
Und die Bürger der Provinzen
Solcher tugendhaften Prinzen
Leben in der güldnen Zeit.
Deveras contesta o nome de Augustus,
Semente de tão nobres deuses,
Todo o poder da morte.
E os cidadãos das províncias
De tais príncipes virtuosos
Vivem na idade do ouro.
4. Recitativo
Was hat dich sonst, Sarmatien, bewogen,
Dass du vor deinen Königsthron
Den sächsischen Piast,
Des großen August' würdgen Sohn,
Hast allen andern fürgezogen?
Nicht nur der Glanz durchlauchter Ahnen,
Nicht seiner Länder Macht,
Nein! sondern seiner Tugend Pracht
Riß aller deiner Untertanen
Und so verschiedner Völker Sinn
Mehr ihn allein,
Als seines Stammes Glanz und angeerbten Schein,
Fußfällig anzubeten hin.
Zwar Neid und Eifersucht,
Die leider! oft das Gold der Kronen
Noch weniger als Blei und Eisen schonen,
Sind noch ergrimmt auf dich, o großer König!
Und haben deinem Wohl geflucht.
Jedoch ihr Fluch verwandelt sich in Segen,
Und ihre Wut
Ist wahrlich viel zu wenig,
Ein Glücke, das auf Felsen ruht,
Im mindsten zu bewegen.
O que te moveu, Sarmácia,
Para que em teu trono real
O Piast saxão
O valoroso filho do grão Augusto
Entre todos os outros preferisses?
Não apenas o brilho de seus ancestrais
Não o poder de suas terras.
Não! Antes o esplendor de sua virtude
Trouxe todos os teus súditos
E o ânimo de tão variados povos,
Mais a ele apenas
Que o brilho de seu ramo e sua glória legada,
A adorá-lo com reverência
Inveja e ressentimento
Que por desventura o ouro das coroas
Corroem mais que o chumbo ou o ferro
Furiosos estão ainda contigo, ó grande Rei!
E amaldiçoaram teu bem estar,
Mas sua maldição transforma-se em bênção,
E sua fúria
É de fato mui fraca
Para uma ventura que sobre rocha repousa
Ao mínimo abalar.
5. Aria
Rase nur, verwegner Schwarm,
In dein eignes Eingeweide!
Wasche nur den frechen Arm,
Voller Wut,
In unschuldger Brüder Blut,
Uns zum Abscheu, dir zum Leide!
Weil das Gift
Und der Grimm von deinem Neide
Dich mehr als Augustum trifft.
Enfureça-te, corja vaidosa,
Em tuas próprias entranhas!
Vá e lava teu braço ousado
Pleno de fúria,
No sangue inocente de teus irmãos,
Para nosso repúdio, para teu pesar!
Pois o veneno
E o furor de tua inveja
A ti antes que a Augusto fere.
6. Recitativo
Ja, ja!
Gott ist uns noch mit seiner Hülfe nah
Und schützt Augustens Thron.
Er macht, dass der gesamte Norden
Durch seine Königswahl befriedigt worden.
Wird nicht der Ostsee schon
Durch der besiegten Weichsel Mund
Augustus' Reich
Zugleich
Mit seinen Waffen kund?
Und lässet er nicht jene Stadt,
Die sich so lang ihm widersetzet hat,
Mehr seine Huld als seinen Zorn empfinden?
Das macht, ihm ist es eine Lust,
Der Untertanen Brust
Durch Liebe mehr denn Zwang zu binden.
Sim, sim!
Deus está perto de nós com sua ajuda
E protege o trono de Augusto.
Ele faz que todo o Norte
Pela eleição de seu rei esteja reconciliado.
Não será logo o Báltico
Pela conquista da foz do Vístula
Do reino de Augusto
E do mesmo modo
De suas armas ciente?
E não deixou ele, esta cidade,
Que por tanto tempo a ele resistiu,
Mais sua Graça que sua Cólera experimentar?
O peito de seus súditos
Por amor mais que por força unir?
7. Aria
Durch die von Eifer entflammeten Waffen
Feinde bestrafen,
Bringt zwar manchem Ehr und Ruhm;
Aber die Bosheit mit Wohltat vergelten,
Ist nur der Helden,
Ist Augustus' Eigentum.
Com as armas pelo zelo inflamadas
Os inimigos ferir,
Traz deveras glória e renome;
Mas a maldade retribuir com bondade,
É apenas para heróis
É próprio a Augustus.
8. Recitativo
Tenor
Laß doch, o teurer Landesvater, zu,
Dass unsre Musenschar
Den Tag, der dir so glücklich ist gewesen,
An dem im vorgen Jahr
Sarmatien zum König dich erlesen,
In ihrer unschuldvollen Ruh
Verehren und besingen dürfe.
Deixa, o precioso pai da pátria,
Que pelo coro das Musas
O dia, para ti tão venturoso,
Em que há um ano
Os Sármatas a ti para Rei escolheram,
Em sua paz de plena inocência,
Seja honrado e cantado.
Bass
Zu einer Zeit,
Da alles um uns blitzt und kracht,
Ja, da der Franzen Macht
(Die doch so vielmal schon gedämpfet worden)
Von Süden und von Norden
Auch unserm Vaterland mit Schwert und Feuer dräut
Kann diese Stadt so glücklich sein,
Dich, mächtgen Schutzgott unsrer Linden,
Und zwar dich nicht allein,
Auch dein Gemahl, des Landes Sonne,
Der Untertanen Trost und Wonne,
In ihrem Schoß zu finden.
Em um tempo
Quando tudo para nós eram raios e estampidos,
Sim, quando o poder dos franceses
(que ainda tantas vezes foi submetido)
Pelo sul e pelo norte,
Ameaçou nossa pátria com o fogo e a espada,
Pôde essa cidade ser tão afortunada
Que, deusa protetora das tílias,
E decerto não apenas ela,
Também sua consorte, o Sol de sua pátria,
O amparo e o deleite de seus súditos,
Em vosso seio se abrigasse.
Sopran
Wie sollte sich bei so viel Wohlergehn
Der Pindus nicht vergnügt und glücklich sehn!
Como em tal bem viver
Não se veria o Pindo venturoso e feliz!
Alle
Himmel! lass dem Neid zu Trutz
Unter solchem Götterschutz
Sich die Wohlfahrt unsrer Zeiten
In viel tausend Zweige breiten!
Céus! Deixai que a inveja se entenda
Com tal proteção divina
Seja a prosperidade de nosso tempo
Em mil ramos espalhada!
9. Coro
Stifter der Reiche, Beherrscher der Kronen,
Baue den Thron, den Augustus besitzt.
Ziere sein Haus
Mit unvergänglichem Wohlergehn aus,
Laß uns die Länder in Friede bewohnen,
Die er mit Recht und mit Gnade beschützt.
Fundador de Reinos, Senhor de Coroas,
Suporta o Trono em que Augusto assenta.
Adorna sua casa
Com permanente prosperidade,
Deixa-nos habitar em paz nessas terras
Que ele protege com Justiça e Graça.
1. Coro
Preise dein Glücke, gesegnetes Sachsen,
Weil Gott den Thron deines Königs erhält.
Fröhliches Land,
Danke dem Himmel und küsse die Hand,
Die deine Wohlfahrt noch täglich lässt wachsen
Und deine Bürger in Sicherheit stellt.
Preza tua ventura, Saxônia abençoada,
Pois Deus guarda o trono de teu Rei.
Terra jubilosa,
Dá graças ao céu e beija a mão,
Que teu bem estar todos os dias aumenta
E a teus cidadãos em segurança mantém.
2. Recitativo
Wie können wir, großmächtigster August,
Die unverfälschten Triebe
Von unsrer Ehrfurcht, Treu und Liebe
Dir anders als mit größter Lust
Zu deinen Füßen legen?
Fließt nicht durch deine Vaterhand
Auf unser Land
Des Himmels Gnadensegen
Mit reichen Strömen zu?
Und trifft nicht unsre Hoffnung ein,
Wir würden noch zu unsrer Ruh
In deiner Huld, in deinem Wesen
Des großen Vaters Bild und seine Taten lesen?
Como podemos, grão e poderoso Augusto,
O verdadeiro empenho
De nosso respeito, lealdade e amor
Por ti senão com grande prazer
A teus pés depositar?
Não é por tua mão paterna
Que em nosso país
As bênçãos do céu
Fluem em ricas torrentes?
E não persevera nossa esperança,
Em que temos para nosso repouso,
Em tua benevolência, em teu ser,
Visto a imagem e os feitos de teu grande pai?
3. Aria
Freilich trotzt Augustus' Name,
Ein so edler Götter Same,
Aller Macht der Sterblichkeit.
Und die Bürger der Provinzen
Solcher tugendhaften Prinzen
Leben in der güldnen Zeit.
Deveras contesta o nome de Augustus,
Semente de tão nobres deuses,
Todo o poder da morte.
E os cidadãos das províncias
De tais príncipes virtuosos
Vivem na idade do ouro.
4. Recitativo
Was hat dich sonst, Sarmatien, bewogen,
Dass du vor deinen Königsthron
Den sächsischen Piast,
Des großen August' würdgen Sohn,
Hast allen andern fürgezogen?
Nicht nur der Glanz durchlauchter Ahnen,
Nicht seiner Länder Macht,
Nein! sondern seiner Tugend Pracht
Riß aller deiner Untertanen
Und so verschiedner Völker Sinn
Mehr ihn allein,
Als seines Stammes Glanz und angeerbten Schein,
Fußfällig anzubeten hin.
Zwar Neid und Eifersucht,
Die leider! oft das Gold der Kronen
Noch weniger als Blei und Eisen schonen,
Sind noch ergrimmt auf dich, o großer König!
Und haben deinem Wohl geflucht.
Jedoch ihr Fluch verwandelt sich in Segen,
Und ihre Wut
Ist wahrlich viel zu wenig,
Ein Glücke, das auf Felsen ruht,
Im mindsten zu bewegen.
O que te moveu, Sarmácia,
Para que em teu trono real
O Piast saxão
O valoroso filho do grão Augusto
Entre todos os outros preferisses?
Não apenas o brilho de seus ancestrais
Não o poder de suas terras.
Não! Antes o esplendor de sua virtude
Trouxe todos os teus súditos
E o ânimo de tão variados povos,
Mais a ele apenas
Que o brilho de seu ramo e sua glória legada,
A adorá-lo com reverência
Inveja e ressentimento
Que por desventura o ouro das coroas
Corroem mais que o chumbo ou o ferro
Furiosos estão ainda contigo, ó grande Rei!
E amaldiçoaram teu bem estar,
Mas sua maldição transforma-se em bênção,
E sua fúria
É de fato mui fraca
Para uma ventura que sobre rocha repousa
Ao mínimo abalar.
5. Aria
Rase nur, verwegner Schwarm,
In dein eignes Eingeweide!
Wasche nur den frechen Arm,
Voller Wut,
In unschuldger Brüder Blut,
Uns zum Abscheu, dir zum Leide!
Weil das Gift
Und der Grimm von deinem Neide
Dich mehr als Augustum trifft.
Enfureça-te, corja vaidosa,
Em tuas próprias entranhas!
Vá e lava teu braço ousado
Pleno de fúria,
No sangue inocente de teus irmãos,
Para nosso repúdio, para teu pesar!
Pois o veneno
E o furor de tua inveja
A ti antes que a Augusto fere.
6. Recitativo
Ja, ja!
Gott ist uns noch mit seiner Hülfe nah
Und schützt Augustens Thron.
Er macht, dass der gesamte Norden
Durch seine Königswahl befriedigt worden.
Wird nicht der Ostsee schon
Durch der besiegten Weichsel Mund
Augustus' Reich
Zugleich
Mit seinen Waffen kund?
Und lässet er nicht jene Stadt,
Die sich so lang ihm widersetzet hat,
Mehr seine Huld als seinen Zorn empfinden?
Das macht, ihm ist es eine Lust,
Der Untertanen Brust
Durch Liebe mehr denn Zwang zu binden.
Sim, sim!
Deus está perto de nós com sua ajuda
E protege o trono de Augusto.
Ele faz que todo o Norte
Pela eleição de seu rei esteja reconciliado.
Não será logo o Báltico
Pela conquista da foz do Vístula
Do reino de Augusto
E do mesmo modo
De suas armas ciente?
E não deixou ele, esta cidade,
Que por tanto tempo a ele resistiu,
Mais sua Graça que sua Cólera experimentar?
O peito de seus súditos
Por amor mais que por força unir?
7. Aria
Durch die von Eifer entflammeten Waffen
Feinde bestrafen,
Bringt zwar manchem Ehr und Ruhm;
Aber die Bosheit mit Wohltat vergelten,
Ist nur der Helden,
Ist Augustus' Eigentum.
Com as armas pelo zelo inflamadas
Os inimigos ferir,
Traz deveras glória e renome;
Mas a maldade retribuir com bondade,
É apenas para heróis
É próprio a Augustus.
8. Recitativo
Tenor
Laß doch, o teurer Landesvater, zu,
Dass unsre Musenschar
Den Tag, der dir so glücklich ist gewesen,
An dem im vorgen Jahr
Sarmatien zum König dich erlesen,
In ihrer unschuldvollen Ruh
Verehren und besingen dürfe.
Deixa, o precioso pai da pátria,
Que pelo coro das Musas
O dia, para ti tão venturoso,
Em que há um ano
Os Sármatas a ti para Rei escolheram,
Em sua paz de plena inocência,
Seja honrado e cantado.
Bass
Zu einer Zeit,
Da alles um uns blitzt und kracht,
Ja, da der Franzen Macht
(Die doch so vielmal schon gedämpfet worden)
Von Süden und von Norden
Auch unserm Vaterland mit Schwert und Feuer dräut
Kann diese Stadt so glücklich sein,
Dich, mächtgen Schutzgott unsrer Linden,
Und zwar dich nicht allein,
Auch dein Gemahl, des Landes Sonne,
Der Untertanen Trost und Wonne,
In ihrem Schoß zu finden.
Em um tempo
Quando tudo para nós eram raios e estampidos,
Sim, quando o poder dos franceses
(que ainda tantas vezes foi submetido)
Pelo sul e pelo norte,
Ameaçou nossa pátria com o fogo e a espada,
Pôde essa cidade ser tão afortunada
Que, deusa protetora das tílias,
E decerto não apenas ela,
Também sua consorte, o Sol de sua pátria,
O amparo e o deleite de seus súditos,
Em vosso seio se abrigasse.
Sopran
Wie sollte sich bei so viel Wohlergehn
Der Pindus nicht vergnügt und glücklich sehn!
Como em tal bem viver
Não se veria o Pindo venturoso e feliz!
Alle
Himmel! lass dem Neid zu Trutz
Unter solchem Götterschutz
Sich die Wohlfahrt unsrer Zeiten
In viel tausend Zweige breiten!
Céus! Deixai que a inveja se entenda
Com tal proteção divina
Seja a prosperidade de nosso tempo
Em mil ramos espalhada!
9. Coro
Stifter der Reiche, Beherrscher der Kronen,
Baue den Thron, den Augustus besitzt.
Ziere sein Haus
Mit unvergänglichem Wohlergehn aus,
Laß uns die Länder in Friede bewohnen,
Die er mit Recht und mit Gnade beschützt.
Fundador de Reinos, Senhor de Coroas,
Suporta o Trono em que Augusto assenta.
Adorna sua casa
Com permanente prosperidade,
Deixa-nos habitar em paz nessas terras
Que ele protege com Justiça e Graça.
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
BWV 213 - Laßt uns sorgen, lasst uns wachen
Tradução: Luciano Dias
Die Wahl des Herkules
Wollust (S), Herkules (A), Tugend (T), Merkur (B)
1. Coro
Ratschluss der Götter
Laßt uns sorgen, lasst uns wachen
Über unsern Göttersohn.
Unser Thron
Wird auf Erden
Herrlich und verkläret werden,
Unser Thron Wird aus ihm ein Wunder machen.
Vamos cuidar, vamos manter guarda
Sobre o filho dos Deuses.
Nosso trono
Será sobre a Terra
Soberano e ilustrado,
Prodígios nosso Trono há dele produzir.
2. Recitativo
Und wo? Wo ist die rechte Bahn,
Da ich den eingepflanzten Trieb,
Dem Tugend, Glanz und Ruhm und Hoheit lieb,
Zu seinem Ziele bringen kann?
Vernunft, Verstand und Licht
Begehrt, dem allen nachzujagen.
Ihr schlanken Zweige, könnt ihr nicht
Rat oder Weise sagen?
E onde? Por onde segue o reto caminho,
Por onde o impulso em mim posto,
Caro à virtude, ao brilho, à glória e à alteza,
Ao seu termo pode chegar?
Razão, Entendimento e Luz
Desejam a todos perseguir.
Estreito cruzamento, não podes
Emitir conselho ou máxima?
3. Aria
Schlafe, mein Liebster, und pflege der Ruh,
Folge der Lockung entbrannter Gedanken.
Schmecke die Lust
Der lüsternen Brust
Und erkenne keine Schranken.
Dorme, meu querido, goza do repouso,
Segue o apelo dos pensamentos ardentes.
Saboreia o prazer
Do peito desejante
E não reconheças limites.
4. Recitativo
Sopran
Auf! folge meiner Bahn,
Da ich dich ohne Last und Zwang
Mit sanften Tritten werde leiten.
Die Anmut gehet schon voran,
Die Rosen vor dir auszubreiten.
Verziehe nicht, den so bequemen Gang
Mit Freuden zu erwählen.
Eia! Segue meu caminho,
Onde sem peso e sem obrigações
Com passos suaves te conduzirei.
O Encanto vai adiante,
Estendendo as Rosas a seus pés.
Não hesites e a essa alegre passagem
Elege com alegria.
Tenor
Wohin, mein Herkules, wohin?
Du wirst des rechten Weges fehlen.
Durch Tugend, Müh und Fleiß
Erhebet sich ein edler Sinn.
Para onde, meu Hércules, para onde?
Assim tu perderás o justo caminho.
Com virtude, denodo e trabalho;
Exalta-se um nobre espírito.
Sopran
Wer wählet sich den Schweiß,
Der in Gemächlichkeit
Und scherzender Zufriedenheit
Sich kann sein wahres Heil erwerben?
Quem escolhe para si o suor,
Se no conforto
E na divertida tranqüilidade
Pode seu verdadeiro bem estar merecer?
Tenor
Das heißt: sein wahres Heil verderben.
Isto é seu verdadeiro bem estar destruir.
5. Aria
Treues Echo dieser Orten,
Sollt ich bei den Schmeichelworten
Süßer Leitung irrig sein?
Gib mir deine Antwort: Nein!
Eco leal desses lugares,
Devo eu me guiar pela adulação
Perder-me sob essa doce guia?
Dá-me tua resposta: Não!
(Echo) Nein!
Oder sollte das Ermahnen,
Das so mancher Arbeit nah,
Mir die Wege besser bahnen?
Ach! so sage lieber: Ja!
(Echo) Ja!
Não!
Ou devo a exortação,
Que tanto labor invoca,
Me conduzir melhor pela Estrada?
Ai! Antes digo: Sim!
Sim!
6. Recitativo
Mein hoffnungsvoller Held!
Dem ich ja selbst verwandt
Und angeboren bin,
Komm und erfasse meine Hand
Und höre mein getreues Raten,
Das dir der Väter Ruhm und Taten
Im Spiegel vor die Augen stellt.
Ich fasse dich und fühle schon
Die folgbare und mir geweihte Jugend.
Du bist mein echter Sohn,
Ich deine Zeugerin, die Tugend.
Meu herói pleno de esperanças!
A ti estou mesma unida
Desde o nascimento,
Vem e toma minha mão
E ouve meu conselho veraz,
Que a glória e feitos de teu pai
Estão diante de ti como um espelho.
Abraço-te e sinto agora
A firme e em mim confiante juventude.
És meu legítimo filho,
Eu, a Virtude, te fiz nascer.
7. Aria
Auf meinen Flügeln sollst du schweben,
Auf meinem Fittich steigest du
Den Sternen wie ein Adler zu.
Und durch mich
Soll dein Glanz und Schimmer sich
Zur Vollkommenheit erheben.
Com minhas asas deves pairar,
Em minhas rêmiges alçar-te,
Às estrelas, assim como as águias.
E por mim
Teu brilho e esplendor
Devem alcançar a perfeição.
8. Recitativo
Die weiche Wollust locket zwar;
Allein,
Wer kennt nicht die Gefahr,
Die Reich und Helden kränkt,
Wer weiß nicht, o Verführerin,
Dass du vorlängst und künftighin,
So lang es nur den Zeiten denkt,
Von unsrer Götter Schar
Auf ewig musst verstoßen sein?
O leve prazer, de fato, chama;
Apenas
Quem não conhece os perigos
Que reinos e heróis padecem;
Quem não sabe, ó Desviador,
No passado e no futuro,
Enquanto do Tempo há lembrança,
Que das hostes dos Deuses
Fostes para sempre banido.
9. Aria
Ich will dich nicht hören, ich will dich nicht wissen,
Verworfene Wollust, ich kenne dich nicht.
Denn die Schlangen,
So mich wollten wiegend fangen,
Hab ich schon lange zermalmet, zerrissen.
Não quero te ouvi, não quero de ti saber,
Degenerado prazer, não te conheço.
Pois as serpentes,
Que quiseram me embalar,
Há tempos as destruí, destrocei.
10. Recitativo
Alt
Geliebte Tugend, du allein
Sollst meine Leiterin
Beständig sein.
Wo du befiehlst, da geh ich hin,
Das will ich mir zur Richtschnur wählen.
Virtude amada, tu só
Meu guia deves
Ser, constante.
Como ordenares, assim seguirei,
Isto hei de tomar como Princípio.
Tenor
Und ich will mich mit dir
So fest und so genau vermählen,
Dass ohne dir und mir
Mein Wesen niemand soll erkennen.
Contigo hei de estar
Tão firma e próxima unida,
Que sem ti e sem mim
Meu ser ninguém reconhecerá.
Beide
Wer will ein solches Bündnis trennen?
Quem abalará tal união?
11. Aria (Duetto)
Alt
Ich bin deine,
Tenor
Du bist meine,
Eu sou tua,
Tu és minha,
Beide
Küsse mich,
Ich küsse dich.
Wie Verlobte sich verbinden,
Wie die Lust, die sie empfinden,
Treu und zart und eiferig,
So bin ich.
Beija-me
Beijo-te.
Como os prometidos se unem
Como o prazer que os toma,
Fiel, terno e exaltado,
Assim eu estou.
12. Recitativo
Schaut, Götter, dieses ist ein Bild
Von Sachsens Kurprinz Friedrichs Jugend!
Der muntern Jahre Lauf
Weckt die Verwunderung schon itzund auf.
So mancher Tritt, so manche Tugend.
Schaut, wie das treue Land mit Freuden angefüllt,
Da es den Flug des jungen Adlers sieht,
Da es den Schmuck der Raute sieht,
Und da sein hoffnungsvoller Prinz
Der allgemeinen Freude blüht.
Schaut aber auch der Musen frohe Reihen
Und hört ihr singendes Erfreuen:
Vêde, Deuses, é este o modelo
Da juventude do Príncipe da Corte Saxã, Frederico!
O jubiloso curso dos anos
Desde já provoca maravilhas.
Tantos passos, tanta virtude.
Vêde como a terra fiel de alegria é plena,
Pois que contempla o vôo da jovem águia,
Pois que contempla do adorno o cristal,
E um Príncipe tão cheio de esperanças
Floresce para a alegria de todos.
Vêde as Musas em cirandas jubilosas
E ouvi seu prazer ao cantarem:
13. Coro e Arioso
Chor der Musen
Lust der Völker, Lust der Deinen,
Blühe, holder Friederich!
Coro das Musas
Das nações, o deleite; dos teus, o prazer.
Floresça, nobre Frederico!
Bass
Deiner Tugend Würdigkeit
Stehet schon der Glanz bereit,
Und die Zeit
Ist begierig zu erscheinen:
Eile, mein Friedrich, sie wartet auf dich.
O mérito de tua virtude
Segue pronto para brilhar,
E o momento
Deseja desvelar-se:
Eia, meu Frederico, ele espera por ti.
Die Wahl des Herkules
Wollust (S), Herkules (A), Tugend (T), Merkur (B)
1. Coro
Ratschluss der Götter
Laßt uns sorgen, lasst uns wachen
Über unsern Göttersohn.
Unser Thron
Wird auf Erden
Herrlich und verkläret werden,
Unser Thron Wird aus ihm ein Wunder machen.
Vamos cuidar, vamos manter guarda
Sobre o filho dos Deuses.
Nosso trono
Será sobre a Terra
Soberano e ilustrado,
Prodígios nosso Trono há dele produzir.
2. Recitativo
Und wo? Wo ist die rechte Bahn,
Da ich den eingepflanzten Trieb,
Dem Tugend, Glanz und Ruhm und Hoheit lieb,
Zu seinem Ziele bringen kann?
Vernunft, Verstand und Licht
Begehrt, dem allen nachzujagen.
Ihr schlanken Zweige, könnt ihr nicht
Rat oder Weise sagen?
E onde? Por onde segue o reto caminho,
Por onde o impulso em mim posto,
Caro à virtude, ao brilho, à glória e à alteza,
Ao seu termo pode chegar?
Razão, Entendimento e Luz
Desejam a todos perseguir.
Estreito cruzamento, não podes
Emitir conselho ou máxima?
3. Aria
Schlafe, mein Liebster, und pflege der Ruh,
Folge der Lockung entbrannter Gedanken.
Schmecke die Lust
Der lüsternen Brust
Und erkenne keine Schranken.
Dorme, meu querido, goza do repouso,
Segue o apelo dos pensamentos ardentes.
Saboreia o prazer
Do peito desejante
E não reconheças limites.
4. Recitativo
Sopran
Auf! folge meiner Bahn,
Da ich dich ohne Last und Zwang
Mit sanften Tritten werde leiten.
Die Anmut gehet schon voran,
Die Rosen vor dir auszubreiten.
Verziehe nicht, den so bequemen Gang
Mit Freuden zu erwählen.
Eia! Segue meu caminho,
Onde sem peso e sem obrigações
Com passos suaves te conduzirei.
O Encanto vai adiante,
Estendendo as Rosas a seus pés.
Não hesites e a essa alegre passagem
Elege com alegria.
Tenor
Wohin, mein Herkules, wohin?
Du wirst des rechten Weges fehlen.
Durch Tugend, Müh und Fleiß
Erhebet sich ein edler Sinn.
Para onde, meu Hércules, para onde?
Assim tu perderás o justo caminho.
Com virtude, denodo e trabalho;
Exalta-se um nobre espírito.
Sopran
Wer wählet sich den Schweiß,
Der in Gemächlichkeit
Und scherzender Zufriedenheit
Sich kann sein wahres Heil erwerben?
Quem escolhe para si o suor,
Se no conforto
E na divertida tranqüilidade
Pode seu verdadeiro bem estar merecer?
Tenor
Das heißt: sein wahres Heil verderben.
Isto é seu verdadeiro bem estar destruir.
5. Aria
Treues Echo dieser Orten,
Sollt ich bei den Schmeichelworten
Süßer Leitung irrig sein?
Gib mir deine Antwort: Nein!
Eco leal desses lugares,
Devo eu me guiar pela adulação
Perder-me sob essa doce guia?
Dá-me tua resposta: Não!
(Echo) Nein!
Oder sollte das Ermahnen,
Das so mancher Arbeit nah,
Mir die Wege besser bahnen?
Ach! so sage lieber: Ja!
(Echo) Ja!
Não!
Ou devo a exortação,
Que tanto labor invoca,
Me conduzir melhor pela Estrada?
Ai! Antes digo: Sim!
Sim!
6. Recitativo
Mein hoffnungsvoller Held!
Dem ich ja selbst verwandt
Und angeboren bin,
Komm und erfasse meine Hand
Und höre mein getreues Raten,
Das dir der Väter Ruhm und Taten
Im Spiegel vor die Augen stellt.
Ich fasse dich und fühle schon
Die folgbare und mir geweihte Jugend.
Du bist mein echter Sohn,
Ich deine Zeugerin, die Tugend.
Meu herói pleno de esperanças!
A ti estou mesma unida
Desde o nascimento,
Vem e toma minha mão
E ouve meu conselho veraz,
Que a glória e feitos de teu pai
Estão diante de ti como um espelho.
Abraço-te e sinto agora
A firme e em mim confiante juventude.
És meu legítimo filho,
Eu, a Virtude, te fiz nascer.
7. Aria
Auf meinen Flügeln sollst du schweben,
Auf meinem Fittich steigest du
Den Sternen wie ein Adler zu.
Und durch mich
Soll dein Glanz und Schimmer sich
Zur Vollkommenheit erheben.
Com minhas asas deves pairar,
Em minhas rêmiges alçar-te,
Às estrelas, assim como as águias.
E por mim
Teu brilho e esplendor
Devem alcançar a perfeição.
8. Recitativo
Die weiche Wollust locket zwar;
Allein,
Wer kennt nicht die Gefahr,
Die Reich und Helden kränkt,
Wer weiß nicht, o Verführerin,
Dass du vorlängst und künftighin,
So lang es nur den Zeiten denkt,
Von unsrer Götter Schar
Auf ewig musst verstoßen sein?
O leve prazer, de fato, chama;
Apenas
Quem não conhece os perigos
Que reinos e heróis padecem;
Quem não sabe, ó Desviador,
No passado e no futuro,
Enquanto do Tempo há lembrança,
Que das hostes dos Deuses
Fostes para sempre banido.
9. Aria
Ich will dich nicht hören, ich will dich nicht wissen,
Verworfene Wollust, ich kenne dich nicht.
Denn die Schlangen,
So mich wollten wiegend fangen,
Hab ich schon lange zermalmet, zerrissen.
Não quero te ouvi, não quero de ti saber,
Degenerado prazer, não te conheço.
Pois as serpentes,
Que quiseram me embalar,
Há tempos as destruí, destrocei.
10. Recitativo
Alt
Geliebte Tugend, du allein
Sollst meine Leiterin
Beständig sein.
Wo du befiehlst, da geh ich hin,
Das will ich mir zur Richtschnur wählen.
Virtude amada, tu só
Meu guia deves
Ser, constante.
Como ordenares, assim seguirei,
Isto hei de tomar como Princípio.
Tenor
Und ich will mich mit dir
So fest und so genau vermählen,
Dass ohne dir und mir
Mein Wesen niemand soll erkennen.
Contigo hei de estar
Tão firma e próxima unida,
Que sem ti e sem mim
Meu ser ninguém reconhecerá.
Beide
Wer will ein solches Bündnis trennen?
Quem abalará tal união?
11. Aria (Duetto)
Alt
Ich bin deine,
Tenor
Du bist meine,
Eu sou tua,
Tu és minha,
Beide
Küsse mich,
Ich küsse dich.
Wie Verlobte sich verbinden,
Wie die Lust, die sie empfinden,
Treu und zart und eiferig,
So bin ich.
Beija-me
Beijo-te.
Como os prometidos se unem
Como o prazer que os toma,
Fiel, terno e exaltado,
Assim eu estou.
12. Recitativo
Schaut, Götter, dieses ist ein Bild
Von Sachsens Kurprinz Friedrichs Jugend!
Der muntern Jahre Lauf
Weckt die Verwunderung schon itzund auf.
So mancher Tritt, so manche Tugend.
Schaut, wie das treue Land mit Freuden angefüllt,
Da es den Flug des jungen Adlers sieht,
Da es den Schmuck der Raute sieht,
Und da sein hoffnungsvoller Prinz
Der allgemeinen Freude blüht.
Schaut aber auch der Musen frohe Reihen
Und hört ihr singendes Erfreuen:
Vêde, Deuses, é este o modelo
Da juventude do Príncipe da Corte Saxã, Frederico!
O jubiloso curso dos anos
Desde já provoca maravilhas.
Tantos passos, tanta virtude.
Vêde como a terra fiel de alegria é plena,
Pois que contempla o vôo da jovem águia,
Pois que contempla do adorno o cristal,
E um Príncipe tão cheio de esperanças
Floresce para a alegria de todos.
Vêde as Musas em cirandas jubilosas
E ouvi seu prazer ao cantarem:
13. Coro e Arioso
Chor der Musen
Lust der Völker, Lust der Deinen,
Blühe, holder Friederich!
Coro das Musas
Das nações, o deleite; dos teus, o prazer.
Floresça, nobre Frederico!
Bass
Deiner Tugend Würdigkeit
Stehet schon der Glanz bereit,
Und die Zeit
Ist begierig zu erscheinen:
Eile, mein Friedrich, sie wartet auf dich.
O mérito de tua virtude
Segue pronto para brilhar,
E o momento
Deseja desvelar-se:
Eia, meu Frederico, ele espera por ti.
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
BWV 212 - Mer hahn en neue Oberkeet
Tradução: Luciano Dias
Cantate Burlesque
1. Ouverture
2. Aria (Duetto)
Mer hahn en neue Oberkeet
An unsern Kammerherrn.
Ha gibt uns Bier, das steigt ins Heet,
Das ist der klare Kern.
Der Pfarr' mag immer büse tun;
Ihr Speelleut, halt euch flink!
Der Kittel wackelt Mieken schun,
Das klene luse Ding.
Temos um novo senhor
No nosso chanceler.
Nos dá cerveja a esquentar o coração,
Isto é o cerne claro da questão.
O padre pode estar sempre fulo;
Músicos, vamos logo!
A saia de Mieken se sacode,
A pequena coisa doidinha.
3. Recitativo
Bass
Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her;
Agora, Mieke, dá-me teus lábios aqui;
Sopran
Wenn's das alleine wär.
Ich kenn dich schon, du Bärenhäuter,
Du willst hernach nur immer weiter.
Der neue Herr hat ein sehr scharf Gesicht.
Como se fosse tudo.
Conheço-te bem, folgazão,
Sempre queres algo mais.
O novo Senhor tem um olhar severo.
Bass
Ach! unser Herr schilt nicht;
Er weiß so gut als wir, und auch wohl besser,
Wie schön ein bisschen Dahlen schmeckt.
Ah! Nosso Senhor não se zanga;
Sabe bem como nós e sabe até melhor,
Como é bom aproveitar uma brincadeira.
4. Aria
Ach, es schmeckt doch gar zu gut,
Wenn ein Paar recht freundlich tut;
Ei, da braust es in dem Ranzen,
Als wenn eitel Flöh und Wanzen
Und ein tolles Wespenheer
Miteinander zänkisch wär.
Ah! De fato é coisa muito gostosa,
Quando um casal alegremente curte;
Ei, dá uma queimação na barriga,
Como se pulgas e besouros
E todo um vespeiro
Brigassem uns com outros.
5. Recitativo
Der Herr ist gut: Allein der Schösser,
Das ist ein Schwefelsmann,
Der wie ein Blitz ein neu Schock strafen kann,
Wenn man den Finger kaum ins kalte Wasser steckt.
O Senhor é correto: apenas o fiscal
Tem cheiro de enxofre,
Como um relâmpago nos pune com uma nova taxa,
Quando mal se pôs um dedo na água quente.
6. Aria
Ach, Herr Schösser, geht nicht gar zu schlimm
Mit uns armen Bauersleuten üm!
Schont nur unsrer Haut;
Fresst ihr gleich das Kraut
Wie die Raupen bis zum kahlen Strunk,
Habt nur genung!
Ah! Senhor fiscal, não sejas assim tão mau
Conosco, pobres campônios!
Poupa ao menos nossa pele;
Devora todo o repolho
Até o miolo como o gafanhoto
Tendes assim o bastante!
7. Recitativo
Es bleibt dabei,
Dass unser Herr der beste sei.
Er ist nicht besser abzumalen
Und auch mit keinem Hopfensack voll Batzen zu bezahlen.
Isto fica:
Que nosso Senhor é o melhor.
Não há como descrever
Não se pode pagá-lo com um saco de moedinhas.
8. Aria
Unser trefflicher,
Lieber Kammerherr
Ist ein kumpabler Mann,
Den niemand tadeln kann.
Nosso esplêndido,
Amado Chanceler
É um homem gentil,
Que não se pode censurar.
9. Recitativo
Bass
Er hilft uns allen, alt und jung.
Und dir ins Ohr gesprochen:
Ist unser Dorf nicht gut genung
Letzt bei der Werbung durchgekrochen?
Ajuda a todos, velho e jovem.
E a ele no ouvido é dito:
Não ficou bem a nossa aldeia
No último recrutamento?
Sopran
Ich weiß wohl noch ein besser Spiel,
Der Herr gilt bei der Steuer viel.
Sei de um jogo ainda melhor,
O Senhor se dá bem com a aduana.
10. Aria
Das ist galant,
Es spricht niemand
Von den caducken Schocken.
Niemand redt ein stummes Wort,
Knauthain und Cospuden dort
Hat selber Werg am Rocken.
Isso é galante
Não se fala nunca
Das taxas caducas.
Ninguém diz uma palavra,
Mas Knauthain e Cospuden
Mal têm um pano para as costas.
11. Recitativo
Und unsre gnädge Frau
Ist nicht ein prinkel stolz.
Und ist gleich unsereins ein arm und grobes Holz,
So redt sie doch mit uns daher,
Als wenn sie unsersgleichen wär.
Sie ist recht fromm, recht wirtlich und genau
Und machte unserm gnädgen Herrn
Aus einer Fledermaus viel Taler gern.
E nossa Frau graciosa
Não é uma tola vaidosa.
Como nós é feita de simples e rústica madeira,
Ela conversa entre nós,
Como se uma de nós fosse.
Ela é correta e piedosa, hospitaleira e diligente:
E a nosso gracioso Senhor,
Com trocados, faz rico de muitos táleres
12. Aria
Fünfzig Taler bares Geld
Trockner Weise zu verschmausen,
Ist ein Ding, das harte fällt,
Wenn sie uns die Haare zausen,
Doch was fort ist, bleibt wohl fort,
Kann man doch am andern Ort
Alles doppelt wieder sparen;
Laßt die fünfzig Taler fahren!
Cinqüenta táleres, boa grana
Gastar sem molhar a garganta,
É coisa muito dura,
Mesmo se nos descabelarem,
Mas o que está feito, está feito,
Pode-se em outro lugar
De novo o dobro poupar;
Deixa ir os cinqüenta táleres!
13. Recitativo
Im Ernst ein Wort!
Noch eh ich dort
An unsre Schenke
Und an den Tanz gedenke,
So sollst du erst der Obrigkeit zu Ehren
Ein neues Liedchen von mir hören.
Honestamente...!
Ou vou agora mesmo
Em nossa taverna
E nas danças pensar,
Tens primeiro de homenagear a autoridade,
Uma nova canção ouvir de mim.
14. Aria
Klein-Zschocher müsse
So zart und süße
Wie lauter Mandelkerne sein.
In unsere Gemeine
Zieh heute ganz alleine
Der Überfluss des Segens ein.
Klein-Zschocher há de ser
Tão suave e doce
Como as puras amêndoas.
Em nossa comunidade
Nada se mostra senão
Uma abundância de bênçãos.
15. Recitativo
Das ist zu klug vor dich
Und nach der Städter Weise;
Wir Bauern singen nicht so leise.
Das Stückchen, höre nur, das schicket sich vor mich!
Foi muito articulado para ti
Do jeito das canções da cidade;
Nós campônios não cantamos tão leve
Esta peça, ouve agora, é que é boa para mim!
16. Aria
Es nehme zehntausend Dukaten
Der Kammerherr alle Tag ein!
Er trink ein gutes Gläschen Wein,
Und lass es ihm bekommen sein!
Leve dez mil ducados
O Chanceler, todos os dias!
Beba uma boa jarra de vinho,
E possa lhe ser adequada!
17. Recitativo
Das klingt zu liederlich.
Es sind so hübsche Leute da,
Die würden ja
Von Herzen drüber lachen;
Nicht anders, als wenn ich
Die alte Weise wollte machen:
Isto soou bem sacana.
Há um pessoal fino aqui,
Que há de, sim,
Rir disso de coração;
Nada mais do que acontece
Se a velha canção eu tocar:
18. Aria
Gib, Schöne,
Viel Söhne
Von artger Gestalt,
Und zieh sie fein alt;
Das wünschet sich Zschocher und Knauthain fein bald!
Tem, belos,
Muitos filhos
De porte gentil,
E deixa-os bem crescer;
É isso que Zschocher e Knauthain querem logo!
19. Recitativo
Du hast wohl recht.
Das Stückchen klingt zu schlecht;
Ich muss mich also zwingen,
Was Städtisches zu singen.
Tens toda a razão.
Essa peça soou vulgar;
Vou fazer um esforço,
E cantar como na cidade.
20. Aria
Dein Wachstum sei feste und lache vor Lust!
Deines Herzens Trefflichkeit
Hat dir selbst das Feld bereit',
Auf dem du blühen musst.
Que cresças constante e ria de prazer!
A gentileza de teu coração
Ela mesma o campo deixou pronto,
Para que tu possas florescer.
21. Recitativo
Sopran
Und damit sei es auch genung.
Então é o bastante.
Bass
Nun müssen wir wohl einen Sprung
In unsrer Schenke wagen.
Agora devemos dar um pulo
Até a nossa taverna.
Sopran
Das heißt, du willst nur das noch sagen:
Queres uma só coisa dizer:
22. Aria
Und dass ihr's alle wisst,
Es ist nunmehr die Frist
Zu trinken.
Wer durstig ist, mag winken.
Versagt's die rechte Hand,
So dreht euch unverwandt
Zur linken!
Todos estão sabendo,
É agora o momento
De beber.
Quem tem sede, faça um gesto.
Se a mão direita se nega,
Então faça logo
Com a esquerda!
23. Recitativo
Bass
Mein Schatz, erraten!
Meu tesouro, pensaste bem!
Sopran
Und weil wir nun
Dahier nichts mehr zu tun,
So wollen wir auch Schritt vor Schritt
In unsre alte Schenke waten.
E porque não temos agora
Aqui nada mais a fazer,
Então vamos passo a passo
No caminho de nossa velha taverna.
Bass
Ei! hol mich der und dieser,
Herr Ludwig und der Steur-Reviser
Muss heute mit.
Ei! Pega esse e aquele
Seu Ludwig e o fiscal de impostos
Devem vir junto.
24. Coro
Wir gehn nun, wo der Dudelsack
In unsrer Schenke brummt;
Und rufen dabei fröhlich aus:
Es lebe Dieskau und sein Haus,
Ihm sei beschert,
Was er begehrt,
Und was er sich selbst wünschen mag!
Vamos agora, onde as sanfonas
Em nossa taverna tocam;
E vamos cantando com alegria:
Longa vida para Dieskau e para sua Casa,
Seja bem sucedido
Em tudo que desejar
E em tudo que puder desejar!
Cantate Burlesque
1. Ouverture
2. Aria (Duetto)
Mer hahn en neue Oberkeet
An unsern Kammerherrn.
Ha gibt uns Bier, das steigt ins Heet,
Das ist der klare Kern.
Der Pfarr' mag immer büse tun;
Ihr Speelleut, halt euch flink!
Der Kittel wackelt Mieken schun,
Das klene luse Ding.
Temos um novo senhor
No nosso chanceler.
Nos dá cerveja a esquentar o coração,
Isto é o cerne claro da questão.
O padre pode estar sempre fulo;
Músicos, vamos logo!
A saia de Mieken se sacode,
A pequena coisa doidinha.
3. Recitativo
Bass
Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her;
Agora, Mieke, dá-me teus lábios aqui;
Sopran
Wenn's das alleine wär.
Ich kenn dich schon, du Bärenhäuter,
Du willst hernach nur immer weiter.
Der neue Herr hat ein sehr scharf Gesicht.
Como se fosse tudo.
Conheço-te bem, folgazão,
Sempre queres algo mais.
O novo Senhor tem um olhar severo.
Bass
Ach! unser Herr schilt nicht;
Er weiß so gut als wir, und auch wohl besser,
Wie schön ein bisschen Dahlen schmeckt.
Ah! Nosso Senhor não se zanga;
Sabe bem como nós e sabe até melhor,
Como é bom aproveitar uma brincadeira.
4. Aria
Ach, es schmeckt doch gar zu gut,
Wenn ein Paar recht freundlich tut;
Ei, da braust es in dem Ranzen,
Als wenn eitel Flöh und Wanzen
Und ein tolles Wespenheer
Miteinander zänkisch wär.
Ah! De fato é coisa muito gostosa,
Quando um casal alegremente curte;
Ei, dá uma queimação na barriga,
Como se pulgas e besouros
E todo um vespeiro
Brigassem uns com outros.
5. Recitativo
Der Herr ist gut: Allein der Schösser,
Das ist ein Schwefelsmann,
Der wie ein Blitz ein neu Schock strafen kann,
Wenn man den Finger kaum ins kalte Wasser steckt.
O Senhor é correto: apenas o fiscal
Tem cheiro de enxofre,
Como um relâmpago nos pune com uma nova taxa,
Quando mal se pôs um dedo na água quente.
6. Aria
Ach, Herr Schösser, geht nicht gar zu schlimm
Mit uns armen Bauersleuten üm!
Schont nur unsrer Haut;
Fresst ihr gleich das Kraut
Wie die Raupen bis zum kahlen Strunk,
Habt nur genung!
Ah! Senhor fiscal, não sejas assim tão mau
Conosco, pobres campônios!
Poupa ao menos nossa pele;
Devora todo o repolho
Até o miolo como o gafanhoto
Tendes assim o bastante!
7. Recitativo
Es bleibt dabei,
Dass unser Herr der beste sei.
Er ist nicht besser abzumalen
Und auch mit keinem Hopfensack voll Batzen zu bezahlen.
Isto fica:
Que nosso Senhor é o melhor.
Não há como descrever
Não se pode pagá-lo com um saco de moedinhas.
8. Aria
Unser trefflicher,
Lieber Kammerherr
Ist ein kumpabler Mann,
Den niemand tadeln kann.
Nosso esplêndido,
Amado Chanceler
É um homem gentil,
Que não se pode censurar.
9. Recitativo
Bass
Er hilft uns allen, alt und jung.
Und dir ins Ohr gesprochen:
Ist unser Dorf nicht gut genung
Letzt bei der Werbung durchgekrochen?
Ajuda a todos, velho e jovem.
E a ele no ouvido é dito:
Não ficou bem a nossa aldeia
No último recrutamento?
Sopran
Ich weiß wohl noch ein besser Spiel,
Der Herr gilt bei der Steuer viel.
Sei de um jogo ainda melhor,
O Senhor se dá bem com a aduana.
10. Aria
Das ist galant,
Es spricht niemand
Von den caducken Schocken.
Niemand redt ein stummes Wort,
Knauthain und Cospuden dort
Hat selber Werg am Rocken.
Isso é galante
Não se fala nunca
Das taxas caducas.
Ninguém diz uma palavra,
Mas Knauthain e Cospuden
Mal têm um pano para as costas.
11. Recitativo
Und unsre gnädge Frau
Ist nicht ein prinkel stolz.
Und ist gleich unsereins ein arm und grobes Holz,
So redt sie doch mit uns daher,
Als wenn sie unsersgleichen wär.
Sie ist recht fromm, recht wirtlich und genau
Und machte unserm gnädgen Herrn
Aus einer Fledermaus viel Taler gern.
E nossa Frau graciosa
Não é uma tola vaidosa.
Como nós é feita de simples e rústica madeira,
Ela conversa entre nós,
Como se uma de nós fosse.
Ela é correta e piedosa, hospitaleira e diligente:
E a nosso gracioso Senhor,
Com trocados, faz rico de muitos táleres
12. Aria
Fünfzig Taler bares Geld
Trockner Weise zu verschmausen,
Ist ein Ding, das harte fällt,
Wenn sie uns die Haare zausen,
Doch was fort ist, bleibt wohl fort,
Kann man doch am andern Ort
Alles doppelt wieder sparen;
Laßt die fünfzig Taler fahren!
Cinqüenta táleres, boa grana
Gastar sem molhar a garganta,
É coisa muito dura,
Mesmo se nos descabelarem,
Mas o que está feito, está feito,
Pode-se em outro lugar
De novo o dobro poupar;
Deixa ir os cinqüenta táleres!
13. Recitativo
Im Ernst ein Wort!
Noch eh ich dort
An unsre Schenke
Und an den Tanz gedenke,
So sollst du erst der Obrigkeit zu Ehren
Ein neues Liedchen von mir hören.
Honestamente...!
Ou vou agora mesmo
Em nossa taverna
E nas danças pensar,
Tens primeiro de homenagear a autoridade,
Uma nova canção ouvir de mim.
14. Aria
Klein-Zschocher müsse
So zart und süße
Wie lauter Mandelkerne sein.
In unsere Gemeine
Zieh heute ganz alleine
Der Überfluss des Segens ein.
Klein-Zschocher há de ser
Tão suave e doce
Como as puras amêndoas.
Em nossa comunidade
Nada se mostra senão
Uma abundância de bênçãos.
15. Recitativo
Das ist zu klug vor dich
Und nach der Städter Weise;
Wir Bauern singen nicht so leise.
Das Stückchen, höre nur, das schicket sich vor mich!
Foi muito articulado para ti
Do jeito das canções da cidade;
Nós campônios não cantamos tão leve
Esta peça, ouve agora, é que é boa para mim!
16. Aria
Es nehme zehntausend Dukaten
Der Kammerherr alle Tag ein!
Er trink ein gutes Gläschen Wein,
Und lass es ihm bekommen sein!
Leve dez mil ducados
O Chanceler, todos os dias!
Beba uma boa jarra de vinho,
E possa lhe ser adequada!
17. Recitativo
Das klingt zu liederlich.
Es sind so hübsche Leute da,
Die würden ja
Von Herzen drüber lachen;
Nicht anders, als wenn ich
Die alte Weise wollte machen:
Isto soou bem sacana.
Há um pessoal fino aqui,
Que há de, sim,
Rir disso de coração;
Nada mais do que acontece
Se a velha canção eu tocar:
18. Aria
Gib, Schöne,
Viel Söhne
Von artger Gestalt,
Und zieh sie fein alt;
Das wünschet sich Zschocher und Knauthain fein bald!
Tem, belos,
Muitos filhos
De porte gentil,
E deixa-os bem crescer;
É isso que Zschocher e Knauthain querem logo!
19. Recitativo
Du hast wohl recht.
Das Stückchen klingt zu schlecht;
Ich muss mich also zwingen,
Was Städtisches zu singen.
Tens toda a razão.
Essa peça soou vulgar;
Vou fazer um esforço,
E cantar como na cidade.
20. Aria
Dein Wachstum sei feste und lache vor Lust!
Deines Herzens Trefflichkeit
Hat dir selbst das Feld bereit',
Auf dem du blühen musst.
Que cresças constante e ria de prazer!
A gentileza de teu coração
Ela mesma o campo deixou pronto,
Para que tu possas florescer.
21. Recitativo
Sopran
Und damit sei es auch genung.
Então é o bastante.
Bass
Nun müssen wir wohl einen Sprung
In unsrer Schenke wagen.
Agora devemos dar um pulo
Até a nossa taverna.
Sopran
Das heißt, du willst nur das noch sagen:
Queres uma só coisa dizer:
22. Aria
Und dass ihr's alle wisst,
Es ist nunmehr die Frist
Zu trinken.
Wer durstig ist, mag winken.
Versagt's die rechte Hand,
So dreht euch unverwandt
Zur linken!
Todos estão sabendo,
É agora o momento
De beber.
Quem tem sede, faça um gesto.
Se a mão direita se nega,
Então faça logo
Com a esquerda!
23. Recitativo
Bass
Mein Schatz, erraten!
Meu tesouro, pensaste bem!
Sopran
Und weil wir nun
Dahier nichts mehr zu tun,
So wollen wir auch Schritt vor Schritt
In unsre alte Schenke waten.
E porque não temos agora
Aqui nada mais a fazer,
Então vamos passo a passo
No caminho de nossa velha taverna.
Bass
Ei! hol mich der und dieser,
Herr Ludwig und der Steur-Reviser
Muss heute mit.
Ei! Pega esse e aquele
Seu Ludwig e o fiscal de impostos
Devem vir junto.
24. Coro
Wir gehn nun, wo der Dudelsack
In unsrer Schenke brummt;
Und rufen dabei fröhlich aus:
Es lebe Dieskau und sein Haus,
Ihm sei beschert,
Was er begehrt,
Und was er sich selbst wünschen mag!
Vamos agora, onde as sanfonas
Em nossa taverna tocam;
E vamos cantando com alegria:
Longa vida para Dieskau e para sua Casa,
Seja bem sucedido
Em tudo que desejar
E em tudo que puder desejar!
Segunda-feira, 31 de Março de 2008
BWV 243 - Magnificat
Tradução de João Ferreira de Almeida (Lucas I; 46-56)
1. Coro
Magnificat anima mea Dominum.
Engrandece a minha alma ao Senhor.
2. Ária
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
3. Ária
Quia respexit humilitatem ancillae suae;
ecce enim ex hoc beatam me dicent
Porque atentou na humildade da sua serva;
Pois eis que, desde agora,
Me chamarão bem-aventurada
4. Coro
omnes generationes.
todas as gerações.
5. Ária
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
6. Ária
Et misericordia a progenie in progenies timentibus eum.
A sua misericórdia é de geração
Em geração sobre os que o temem.
7. Coro
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Com o seu braço, dissipou os soberbos
No pensamento de seu coração.
8. Ária
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Depôs dos tronos os poderosos
E elevou os humildes.
9. Ária
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes.
Encheu de bens os famintos,
Despediu vazios os ricos.
10. Ária
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiae suae.
Auxiliou a Israel, seu servo,
Recordando-se da sua misericórdia.
11. Coro
Sicut locutus est ad Patres nostros,
Abraham et semini eius in saecula.
Como prometeu a nossos pais,
A Abraão e à sua posteridade, para sempre.
12. Coro
Gloria Patri, gloria Filio,
gloria et Spiritui Sancto!
Sicut erat in principio et nunc et semperet in saecula saeculorum.
Amen.
Glória ao Pai e ao Filho
E ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
E agora e sempre,
E pelos séculos dos séculos. Amén.
1. Coro
Magnificat anima mea Dominum.
Engrandece a minha alma ao Senhor.
2. Ária
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
3. Ária
Quia respexit humilitatem ancillae suae;
ecce enim ex hoc beatam me dicent
Porque atentou na humildade da sua serva;
Pois eis que, desde agora,
Me chamarão bem-aventurada
4. Coro
omnes generationes.
todas as gerações.
5. Ária
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
6. Ária
Et misericordia a progenie in progenies timentibus eum.
A sua misericórdia é de geração
Em geração sobre os que o temem.
7. Coro
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Com o seu braço, dissipou os soberbos
No pensamento de seu coração.
8. Ária
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Depôs dos tronos os poderosos
E elevou os humildes.
9. Ária
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes.
Encheu de bens os famintos,
Despediu vazios os ricos.
10. Ária
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiae suae.
Auxiliou a Israel, seu servo,
Recordando-se da sua misericórdia.
11. Coro
Sicut locutus est ad Patres nostros,
Abraham et semini eius in saecula.
Como prometeu a nossos pais,
A Abraão e à sua posteridade, para sempre.
12. Coro
Gloria Patri, gloria Filio,
gloria et Spiritui Sancto!
Sicut erat in principio et nunc et semperet in saecula saeculorum.
Amen.
Glória ao Pai e ao Filho
E ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
E agora e sempre,
E pelos séculos dos séculos. Amén.
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
BWV 211 - Schweigt stille, plaudert nicht - Kaffeekantate
Tradução: Luciano Dias
Liesgen (S), [Erzähler] (T), Schlendrian (B)
1. Recitativo
Schweigt stille, plaudert nicht
Und höret, was itzund geschicht:
Da kömmt Herr Schlendrian
Mit seiner Tochter Liesgen her,
Er brummt ja wie ein Zeidelbär;
Hört selber, was sie ihm getan!
Fica quieto, não fofoques
E ouve o que se passa:
Lá vem Seu Schlendrian
Com sua filha, a Liesgen,
Ele resmunga feito um urso;
Ouve por ti mesmo o que ela aprontou!!
2. Aria
Hat man nicht mit seinen Kindern
Hunderttausend Hudelei!
Was ich immer alle Tage
Meiner Tochter Liesgen sage,
Gehet ohne Frucht vorbei.
Tem-se com suas crias
Cem milhares de problemas!
O que sempre todo dia
Digo a Liesgen, minha filha,
Vai-se e não resulta.
3. Recitativo
Bass
Du böses Kind, du loses Mädchen,
Ach! wenn erlang ich meinen Zweck:
Tu mir den Coffee weg!
Criança má, garota maluca,
Ah! Pudera ser do meu jeito
Livrar a ti do café!
Sopran
Herr Vater, seid doch nicht so scharf!
Wenn ich des Tages nicht dreimal
Mein Schälchen Coffee trinken darf,
So werd ich ja zu meiner Qual
Wie ein verdorrtes Ziegenbrätchen.
Meu papai, não seja chato!
Se não puder três vezes no dia
Beber minha xicrinha de café,
Será tal meu tormento
Como se eu fosse charque de cabra.
4. Aria
Ei! wie schmeckt der Coffee süße,
Lieblicher als tausend Küsse,
Milder als Muskatenwein.
Coffee, Coffee muss ich haben,
Und wenn jemand mich will laben,
Ach, so schenkt mir Coffee ein!
Ai, como é doce o café,
Mais gostoso que mil beijos,
Mais suave que vinho moscatel.
Café, café preciso beber,
E se alguém quiser me consolar,
Ah! Então me dê um café!
5. Recitativo
Wenn du mir nicht den Coffee lässt,
So sollst du auf kein Hochzeitfest,
Auch nicht spazierengehn.
Se tu não deixas o café,
Não irás a nenhum casamento,
Nem poderás sair por aí.
Sopran
Ach ja!
Nur lasset mir den Coffee da!
Ah sim!
Apenas deixa-me o café!
Bass
Da hab ich nun den kleinen Affen!
Ich will dir keinen Fischbeinrock nach itzger Weite schaffen.
Então peguei a macaquinha agora!
Não te darei nenhum espartilho do teu tamanho.
Sopran
Ich kann mich leicht darzu verstehn.
Facilmente me conformo com isso.
Bass
Du sollst nicht an das Fenster treten
Und keinen sehn vorübergehn!
Não vais estar mais à janela
Para ficar vendo os passantes!
Sopran
Auch dieses; doch seid nur gebeten
Und lasset mir den Coffee stehn!
Também isso, mas sê compreensivo...
E me deixas meu café!
Bass
Du sollst auch nicht von meiner Hand
Ein silbern oder goldnes Band
Auf deine Haube kriegen!
Não terás também de minha mão
Um laço dourado ou de prata
Para pôr no teu chapéu!
Sopran
Ja, ja! nur lasst mir mein Vergnügen!
Tudo bem, mas me deixa o meu prazer!
Bass
Du loses Liesgen du,
So gibst du mir denn alles zu?
Tu Liesgen doidivanas, tu
Vais me conceder em tudo?
6. Aria
Mädchen, die von harten Sinnen,
Sind nicht leichte zu gewinnen.
Doch trifft man den rechten Ort,
O! so kömmt man glücklich fort.
Mocinhas de cabeça dura,
Não são facilmente levadas.
Mas quando se toca no lugar certo,
Então se pode dar-se bem.
7. Recitativo
Bass
Nun folge, was dein Vater spricht!
Agora seguirás o que diz teu pai!
Sopran
In allem, nur den Coffee nicht.
Em tudo, menos no café.
Bass
Wohlan! so musst du dich bequemen,
Auch niemals einen Mann zu nehmen.
Pois bem, então deves te acostumar,
A não ter também um marido.
Sopran
Ach ja! Herr Vater, einen Mann!
Ah, sim! Senhor Papai, um marido!
Bass
Ich schwöre, dass es nicht geschicht.
Juro que não há de acontecer.
Sopran
Bis ich den Coffee lassen kann?
Nun! Coffee, bleib nur immer liegen!
Herr Vater, hört, ich trinke keinen nicht.
Até que eu deixe o café?
Agora! Café, podes ficar esfriando!
Senhor Papai, ouve, não bebo mais.
Bass
So sollst du endlich einen kriegen!
Então um marido terás!
8. Aria
Heute noch,
Lieber Vater, tut es doch!
Ach, ein Mann!
Wahrlich, dieser steht mir an!
Wenn es sich doch balde fügte,
Dass ich endlich vor Coffee,
Eh ich noch zu Bette geh,
Einen wackern Liebsten kriegte!
Hoje mesmo,
Papai querido, isso fazei!
Ah! Um marido!
De fato, é o que me cabe!
Se tal logo se aprestasse,
Então finalmente em vez de café,
Antes de ir para cama,
Um valoroso amante teria!
9. Recitativo
Nun geht und sucht der alte Schlendrian,
Wie er vor seine Tochter Liesgen
Bald einen Mann verschaffen kann;
Doch, Liesgen streuet heimlich aus:
Kein Freier komm mir in das Haus,
Er hab es mir denn selbst versprochen
Und rück es auch der Ehestiftung ein,
Dass mir erlaubet möge sein,
Den Coffee, wenn ich will, zu kochen.
Agora vai buscar o velho Schlendrian,
Como para sua filha Liesgen
Pode achar logo um marido;
Mas Liesgen faz saber secretamente:
Nenhum pretende aceito em casa,
Se não tiver prometido ele mesmo
Gravado no contrato nupcial,
Que sempre autorizada serei,
Ao café, quando quiser, preparar.
10. Coro (Terzetto)
Die Katze lässt das Mausen nicht,
Die Jungfern bleiben Coffeeschwestern.
Die Mutter liebt den Coffeebrauch,
Die Großmama trank solchen auch,
Wer will nun auf die Töchter lästern!
Os gatos não largam os ratos,
As moças são malucas por café.
A mãe ama seu copo de café,
A avó também bebe o seu,
Quem pode ralhar com as filhas!
Liesgen (S), [Erzähler] (T), Schlendrian (B)
1. Recitativo
Schweigt stille, plaudert nicht
Und höret, was itzund geschicht:
Da kömmt Herr Schlendrian
Mit seiner Tochter Liesgen her,
Er brummt ja wie ein Zeidelbär;
Hört selber, was sie ihm getan!
Fica quieto, não fofoques
E ouve o que se passa:
Lá vem Seu Schlendrian
Com sua filha, a Liesgen,
Ele resmunga feito um urso;
Ouve por ti mesmo o que ela aprontou!!
2. Aria
Hat man nicht mit seinen Kindern
Hunderttausend Hudelei!
Was ich immer alle Tage
Meiner Tochter Liesgen sage,
Gehet ohne Frucht vorbei.
Tem-se com suas crias
Cem milhares de problemas!
O que sempre todo dia
Digo a Liesgen, minha filha,
Vai-se e não resulta.
3. Recitativo
Bass
Du böses Kind, du loses Mädchen,
Ach! wenn erlang ich meinen Zweck:
Tu mir den Coffee weg!
Criança má, garota maluca,
Ah! Pudera ser do meu jeito
Livrar a ti do café!
Sopran
Herr Vater, seid doch nicht so scharf!
Wenn ich des Tages nicht dreimal
Mein Schälchen Coffee trinken darf,
So werd ich ja zu meiner Qual
Wie ein verdorrtes Ziegenbrätchen.
Meu papai, não seja chato!
Se não puder três vezes no dia
Beber minha xicrinha de café,
Será tal meu tormento
Como se eu fosse charque de cabra.
4. Aria
Ei! wie schmeckt der Coffee süße,
Lieblicher als tausend Küsse,
Milder als Muskatenwein.
Coffee, Coffee muss ich haben,
Und wenn jemand mich will laben,
Ach, so schenkt mir Coffee ein!
Ai, como é doce o café,
Mais gostoso que mil beijos,
Mais suave que vinho moscatel.
Café, café preciso beber,
E se alguém quiser me consolar,
Ah! Então me dê um café!
5. Recitativo
Wenn du mir nicht den Coffee lässt,
So sollst du auf kein Hochzeitfest,
Auch nicht spazierengehn.
Se tu não deixas o café,
Não irás a nenhum casamento,
Nem poderás sair por aí.
Sopran
Ach ja!
Nur lasset mir den Coffee da!
Ah sim!
Apenas deixa-me o café!
Bass
Da hab ich nun den kleinen Affen!
Ich will dir keinen Fischbeinrock nach itzger Weite schaffen.
Então peguei a macaquinha agora!
Não te darei nenhum espartilho do teu tamanho.
Sopran
Ich kann mich leicht darzu verstehn.
Facilmente me conformo com isso.
Bass
Du sollst nicht an das Fenster treten
Und keinen sehn vorübergehn!
Não vais estar mais à janela
Para ficar vendo os passantes!
Sopran
Auch dieses; doch seid nur gebeten
Und lasset mir den Coffee stehn!
Também isso, mas sê compreensivo...
E me deixas meu café!
Bass
Du sollst auch nicht von meiner Hand
Ein silbern oder goldnes Band
Auf deine Haube kriegen!
Não terás também de minha mão
Um laço dourado ou de prata
Para pôr no teu chapéu!
Sopran
Ja, ja! nur lasst mir mein Vergnügen!
Tudo bem, mas me deixa o meu prazer!
Bass
Du loses Liesgen du,
So gibst du mir denn alles zu?
Tu Liesgen doidivanas, tu
Vais me conceder em tudo?
6. Aria
Mädchen, die von harten Sinnen,
Sind nicht leichte zu gewinnen.
Doch trifft man den rechten Ort,
O! so kömmt man glücklich fort.
Mocinhas de cabeça dura,
Não são facilmente levadas.
Mas quando se toca no lugar certo,
Então se pode dar-se bem.
7. Recitativo
Bass
Nun folge, was dein Vater spricht!
Agora seguirás o que diz teu pai!
Sopran
In allem, nur den Coffee nicht.
Em tudo, menos no café.
Bass
Wohlan! so musst du dich bequemen,
Auch niemals einen Mann zu nehmen.
Pois bem, então deves te acostumar,
A não ter também um marido.
Sopran
Ach ja! Herr Vater, einen Mann!
Ah, sim! Senhor Papai, um marido!
Bass
Ich schwöre, dass es nicht geschicht.
Juro que não há de acontecer.
Sopran
Bis ich den Coffee lassen kann?
Nun! Coffee, bleib nur immer liegen!
Herr Vater, hört, ich trinke keinen nicht.
Até que eu deixe o café?
Agora! Café, podes ficar esfriando!
Senhor Papai, ouve, não bebo mais.
Bass
So sollst du endlich einen kriegen!
Então um marido terás!
8. Aria
Heute noch,
Lieber Vater, tut es doch!
Ach, ein Mann!
Wahrlich, dieser steht mir an!
Wenn es sich doch balde fügte,
Dass ich endlich vor Coffee,
Eh ich noch zu Bette geh,
Einen wackern Liebsten kriegte!
Hoje mesmo,
Papai querido, isso fazei!
Ah! Um marido!
De fato, é o que me cabe!
Se tal logo se aprestasse,
Então finalmente em vez de café,
Antes de ir para cama,
Um valoroso amante teria!
9. Recitativo
Nun geht und sucht der alte Schlendrian,
Wie er vor seine Tochter Liesgen
Bald einen Mann verschaffen kann;
Doch, Liesgen streuet heimlich aus:
Kein Freier komm mir in das Haus,
Er hab es mir denn selbst versprochen
Und rück es auch der Ehestiftung ein,
Dass mir erlaubet möge sein,
Den Coffee, wenn ich will, zu kochen.
Agora vai buscar o velho Schlendrian,
Como para sua filha Liesgen
Pode achar logo um marido;
Mas Liesgen faz saber secretamente:
Nenhum pretende aceito em casa,
Se não tiver prometido ele mesmo
Gravado no contrato nupcial,
Que sempre autorizada serei,
Ao café, quando quiser, preparar.
10. Coro (Terzetto)
Die Katze lässt das Mausen nicht,
Die Jungfern bleiben Coffeeschwestern.
Die Mutter liebt den Coffeebrauch,
Die Großmama trank solchen auch,
Wer will nun auf die Töchter lästern!
Os gatos não largam os ratos,
As moças são malucas por café.
A mãe ama seu copo de café,
A avó também bebe o seu,
Quem pode ralhar com as filhas!
Sábado, 22 de Março de 2008
BWV 206 - Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde!
Tradução: Luciano Dias
Pleiße (S), Donau (A), Elbe (T), Weichsel (B)
1. Coro
Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde!
Nein, rauschet geschwinde,
Dass Ufer und Klippe zum öftern erklingt!
Die Freude, die unsere Fluten erreget,
Die jegliche Welle zum Rauschen beweget,
Durchreißet die Dämme,
Worein sie Verwundrung und Schüchternheit zwingt.
Deslizai, ondas a jogar, em delicado murmúrio!
Não, ide rápidas,
Fazei soar margens e rochedos!
A alegria que faz crescer nossas torrentes,
Que cada onda a quebrar encaminha,
Transborda os açudes,
Que suas surpresas e modéstia contêm.
2. Recitativo
O glückliche Veränderung!
Mein Fluss, der neulich dem Cocytus gliche,
Weil er von toten Leichen
Und ganz zerstückten Körpern langsam schliche,
Wird nun nicht dem Alpheus weichen,
Der das gesegnete Arkadien benetzte.
Des Rostes mürber Zahn
Frisst die verworfnen Waffen an,
Die jüngst des Himmels harter Schluss
Auf meiner Völker Nacken wetzte.
Wer bringt mir aber dieses Glücke?
August,
Der Untertanen Lust,
Der Schutzgott seiner Lande,
Vor dessen Szepter ich mich bücke,
Und dessen Huld für mich alleine wacht,
Bringt dieses Werk zustande.
Drum singt ein jeder, der mein Wasser trinkt:
Ó mudança afortunada!
Minhas correntes, mudadas em um Cocito,
Plena de mortas carcaças
E de membros decepados lentamente flutuando,
Não se compara nem ao Alceu,
Que banhava a abençoada Arcádia.
Os dentes gastos da ferrugem
Consomem as armas abandonadas,
Que a recente decisão dos céus
Afiava nos pescoços de meu povo.
Quem me trouxe a tal ventura?
Augusto,
O prazer de seus súditos,
O divino protetor de sua terra,
Diante de cujo cetro me curvo,
E do favor que vela por mim,
Trouxe tal obra a seu fecho.
Cantam, pois, todos que bebem minhas águas:
3. Aria
Schleuß des Janustempels Türen,
Unsre Herzen öffnen wir.
Nächst den dir getanen Schwüren
Treibt allein, Herr, deine Güte
Unser reuiges Gemüte
Zum Gehorsam gegen dir.
Fecha as portas do templo de Jano,
Os corações, nós abrimos!
Segundo os juramentos feitos
Trabalha apenas, Senhor, tua bondade
Para de nosso ânimo contrito obter
Obediência a ti.
4. Recitativo e Arioso TContinuo
So recht! beglückter Weichselstrom!
Dein Schluss ist lobenswert,
Wenn deine Treue nur mit meinen Wünschen stimmt,
Und nicht etwann mir gar den König nimmt.
Geborgt ist nicht geschenkt:
Du hast den gütigsten August von mir begehrt,
Des holde Mienen
Das Bild des großen Vaters weisen,
Den hab ich dir geliehn,
Verehren und bewundern sollst du ihn,
Nicht gar aus meinem Schoß und Armen reißen.
É certo! Venturosa corrente do Wechsel!
Tua conclusão é digna de louvor,
Se tua fé com meu desejo se afina,
E de mim o Rei não hás de levar.
Emprestar não é dar:
Tirastes de mim o gentil Augusto,
Cuja face graciosa
Relembra a imagem de seu grande pai,
A ti o emprestei
Para que o gloriasses e admirasses
Não para tirá-lo de meu seio e de meus braços.
Dies schwör ich,
O Herr! bei deines Vaters Asche,
Bei deinen Siegs- und Ehrenbühnen.
Eh sollen meine Wasser sich
Noch mit dem reichen Ganges mischen
Und ihren Ursprung nicht mehr wissen.
Eh soll der Malabar
An meinen Ufern fischen,
Eh ich will ganz und gar
Dich, teuerster Augustus, missen.
Isso te juro,
Ó Senhor! Pelas cinzas de teu pai,
Pelo renome de tuas vitórias e de tuas glórias.
Antes minhas águas
Com as do rico Ganges se hão misturar
E suas fontes não mais conhecer
Antes o Malabar
Em minhas margens há de pescar
Do que por tudo e em tudo
A ti, caro Augusto, perder.
5. Aria
Jede Woge meiner Wellen
Ruft das goldne Wort August!
Seht, Tritonen, muntre Söhne,
Wie von nie gespürter Lust
Meines Reiches Fluten schwellen,
Wenn in dem Zurückeprallen
Dieses Namens süße Töne
Hundertfältig widerschallen.
Cada crista de minhas ondas
Diz a palavra de ouro Augusto!
Vede, Tritões, filhos jubilosos,
Com que jamais sentido prazer
Crescem as torrentes de meu reino,
Quando ao eco
O doce tom desse nome
Cem vezes reboa.
6. Recitativo
Ich nehm zugleich an deiner Freude teil,
Betagter Vater vieler Flüsse!
Denn wisse,
Dass ich ein großes Recht auch mit an deinem Helden habe.
Zwar blick ich nicht dein Heil,
So dir dein Salomo gebiert,
Mit scheelen Augen an,
Weil Karlens Hand,
Des Himmels seltne Gabe,
Bei uns den Reichsstab führt.
Wem aber ist wohl unbekannt,
Wie noch die Wurzel jener Lust,
Die deinem gütigsten Trajan
Von dem Genuss der holden Josephine
Allein bewusst,
An meinen Ufern grüne?
Levo também porção de tua alegria,
Velho pai de tantos rios!
Lembra, contudo,
Tenho um grande direito sobre teu herói.
Não ponho sobre teu salvador,
Que teu Salomão fez nascer,
Olhos invejosos,
Pois as mãos de Carlos,
Raro dom do céu,
Porta o cetro entre nós.
Quem desconhece, porém,
Que a raiz desse prazer,
De teu gentil Trajano,
O gozo da bela Josefina
Apenas por ele sentido,
Verdeja em minhas barrancas?
7. Aria
Reis von Habsburgs hohem Stamme,
Deiner Tugend helle Flamme
Kennt, bewundert, rühmt mein Strand.
Du stammst von den Lorbeerzweigen,
Drum muss deiner Ehe Band
Auch den fruchtbarn Lorbeern gleichen.
Ramo dos Habsburgos alto tronco,
De tua virtude a brilhante flama
Conhece, admira e preza meu curso.
Nasces dos ramos dos louros,
Será, pois, teu glorioso enlace,
Como os lauréis, frutuoso.
8. Recitativo
Verzeiht, bemooste Häupter starker Ströme,
Wenn eine Nymphe euren Streit
Und euer Reden störet.
Der Streit ist ganz gerecht,
Die Sache groß und kostbar, die ihn nähret.
Mir ist ja wohl Lust
Annoch bewusst,
Und meiner Nymphen frohes Scherzen,
So wir bei unsers Siegeshelden Ankunft spürten,
Der da verdient,
Dass alle Untertanen ihre Herzen,
Denn Hekatomben sind zu schlecht,
Ihm her zu einem Opfer führten.
Doch hört, was sich mein Mund erkühnt,
Euch vorzusagen:
Du, dessen Flut der Inn und Lech vermehren,
Du sollt mit uns dies Königspaar verehren,
Doch uns dasselbe gänzlich überlassen.
Ihr beiden andern sollt euch brüderlich vertragen
Und, müßt ihr diese doppelte Regierungssonne
Auf eine Zeit, doch wechselsweis, entbehren,
Euch in Geduld und Hoffnung fassen.
Perdoai, musgosas cabeceiras de poderosas correntes
Se uma Ninfa a vossa disputa
E palestra interrompe.
A disputa é justa
O prêmio por que se luta grande e valioso.
Para mim o muito prazer
É ainda sentido
E de minhas ninfas o alegre divertimento,
Com a chegada do herói vitorioso, vivido.
Isto o serve
Que dos súditos os corações
Como hecatombes tão pobres
Sejam então oferendas.
Mas ouvi o que minha boca se arrisca
Dizer a vós:
Tu, cujo fluxo se alimenta do Inn e do Lech
Tu deves honrar conosco o real casal;
Mas deixa conosco a tarefa.
Vós outros dois deveis como irmãos se portar
E se para vós o duplo Sol do Reinar
Em algum tempo, a cada vez, vier a faltar,
A paciência e a esperança deveis abraçar.
9. Aria
Hört doch! der sanften Flöten Chor
Erfreut die Brust, ergötzt das Ohr.
Der unzertrennten Eintracht Stärke
Macht diese nette Harmonie
Und tut noch größre Wunderwerke,
Dies merkt und stimmt doch auch wie sie!
Ouve, pois! O suave coro das flautas
Alegra o peito, delicia os ouvidos.
A inabalável forte concórdia
Cria essa limpa harmonia
E ainda maravilhas maiores,
Medita nisso e soa a ela conforme.
10. Recitativo
Bass
Ich muss, ich will gehorsam sein.
Devo e obediente hei de ser.
Tenor
Mir geht die Trennung bitter ein,
Doch meines Königs Wink gebietet meinen Willen.
Amarga me é a separação,
Mas o alvitre do Rei comanda minha Vontade.
Alt
Und ich bin fertig, euren Wunsch,
So viel mir möglich, zu erfüllen.
E estou pronta, para vosso desejo
O quanto for possível, cumprir.
Sopran
So krönt die Eintracht euren Schluss. Doch schaut,
Wie kommt's, dass man an eueren Gestaden
So viel Altäre heute baut?
Was soll das Tanzen der Najaden?
Ach! irr ich nicht,
So sieht man heut das längst gewünschte Licht
In frohem Glanze glühen,
Das unsre Lust,
Den gütigsten August,
Der Welt und uns geliehen.
Ei! nun wohlan!
Da uns Gelegenheit und Zeit
Die Hände beut,
So stimmt mit mir noch einmal an:
Assim coroa a concórdia nossa conclusão. Mas vede,
Como é que em nossas barrancas
Tantos altares são construídos?
Por que dançam as Náiades?
Ah! Se não erro
Vê-se hoje a luz tão desejada
Brilhar em luz esplendorosa,
Para nosso prazer
O gentil Augusto
A nós e ao Mundo deleitar.
Eia! Justo agora!
Quanto tempo e oportunidade
Unem as mãos,
Cantem comigo uma vez mais:
11. Coro
Die himmlische Vorsicht der ewigen Güte
Beschirme dein Leben, durchlauchter August!
So viel sich nur Tropfen in heutigen Stunden
In unsern bemoosten Kanälen befunden,
Umfange beständig dein hohes Gemüte
Vergnügen und Lust!
A antevisão celestial do bem eterno
Guarde tua vida, sereno Augusto!
Assim como tantas gotas nas horas de hoje
Ajuntam-se em nossos musgosos canais,
Abracem constantes teu alto ânimo
O contentamento e o prazer!
Pleiße (S), Donau (A), Elbe (T), Weichsel (B)
1. Coro
Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde!
Nein, rauschet geschwinde,
Dass Ufer und Klippe zum öftern erklingt!
Die Freude, die unsere Fluten erreget,
Die jegliche Welle zum Rauschen beweget,
Durchreißet die Dämme,
Worein sie Verwundrung und Schüchternheit zwingt.
Deslizai, ondas a jogar, em delicado murmúrio!
Não, ide rápidas,
Fazei soar margens e rochedos!
A alegria que faz crescer nossas torrentes,
Que cada onda a quebrar encaminha,
Transborda os açudes,
Que suas surpresas e modéstia contêm.
2. Recitativo
O glückliche Veränderung!
Mein Fluss, der neulich dem Cocytus gliche,
Weil er von toten Leichen
Und ganz zerstückten Körpern langsam schliche,
Wird nun nicht dem Alpheus weichen,
Der das gesegnete Arkadien benetzte.
Des Rostes mürber Zahn
Frisst die verworfnen Waffen an,
Die jüngst des Himmels harter Schluss
Auf meiner Völker Nacken wetzte.
Wer bringt mir aber dieses Glücke?
August,
Der Untertanen Lust,
Der Schutzgott seiner Lande,
Vor dessen Szepter ich mich bücke,
Und dessen Huld für mich alleine wacht,
Bringt dieses Werk zustande.
Drum singt ein jeder, der mein Wasser trinkt:
Ó mudança afortunada!
Minhas correntes, mudadas em um Cocito,
Plena de mortas carcaças
E de membros decepados lentamente flutuando,
Não se compara nem ao Alceu,
Que banhava a abençoada Arcádia.
Os dentes gastos da ferrugem
Consomem as armas abandonadas,
Que a recente decisão dos céus
Afiava nos pescoços de meu povo.
Quem me trouxe a tal ventura?
Augusto,
O prazer de seus súditos,
O divino protetor de sua terra,
Diante de cujo cetro me curvo,
E do favor que vela por mim,
Trouxe tal obra a seu fecho.
Cantam, pois, todos que bebem minhas águas:
3. Aria
Schleuß des Janustempels Türen,
Unsre Herzen öffnen wir.
Nächst den dir getanen Schwüren
Treibt allein, Herr, deine Güte
Unser reuiges Gemüte
Zum Gehorsam gegen dir.
Fecha as portas do templo de Jano,
Os corações, nós abrimos!
Segundo os juramentos feitos
Trabalha apenas, Senhor, tua bondade
Para de nosso ânimo contrito obter
Obediência a ti.
4. Recitativo e Arioso TContinuo
So recht! beglückter Weichselstrom!
Dein Schluss ist lobenswert,
Wenn deine Treue nur mit meinen Wünschen stimmt,
Und nicht etwann mir gar den König nimmt.
Geborgt ist nicht geschenkt:
Du hast den gütigsten August von mir begehrt,
Des holde Mienen
Das Bild des großen Vaters weisen,
Den hab ich dir geliehn,
Verehren und bewundern sollst du ihn,
Nicht gar aus meinem Schoß und Armen reißen.
É certo! Venturosa corrente do Wechsel!
Tua conclusão é digna de louvor,
Se tua fé com meu desejo se afina,
E de mim o Rei não hás de levar.
Emprestar não é dar:
Tirastes de mim o gentil Augusto,
Cuja face graciosa
Relembra a imagem de seu grande pai,
A ti o emprestei
Para que o gloriasses e admirasses
Não para tirá-lo de meu seio e de meus braços.
Dies schwör ich,
O Herr! bei deines Vaters Asche,
Bei deinen Siegs- und Ehrenbühnen.
Eh sollen meine Wasser sich
Noch mit dem reichen Ganges mischen
Und ihren Ursprung nicht mehr wissen.
Eh soll der Malabar
An meinen Ufern fischen,
Eh ich will ganz und gar
Dich, teuerster Augustus, missen.
Isso te juro,
Ó Senhor! Pelas cinzas de teu pai,
Pelo renome de tuas vitórias e de tuas glórias.
Antes minhas águas
Com as do rico Ganges se hão misturar
E suas fontes não mais conhecer
Antes o Malabar
Em minhas margens há de pescar
Do que por tudo e em tudo
A ti, caro Augusto, perder.
5. Aria
Jede Woge meiner Wellen
Ruft das goldne Wort August!
Seht, Tritonen, muntre Söhne,
Wie von nie gespürter Lust
Meines Reiches Fluten schwellen,
Wenn in dem Zurückeprallen
Dieses Namens süße Töne
Hundertfältig widerschallen.
Cada crista de minhas ondas
Diz a palavra de ouro Augusto!
Vede, Tritões, filhos jubilosos,
Com que jamais sentido prazer
Crescem as torrentes de meu reino,
Quando ao eco
O doce tom desse nome
Cem vezes reboa.
6. Recitativo
Ich nehm zugleich an deiner Freude teil,
Betagter Vater vieler Flüsse!
Denn wisse,
Dass ich ein großes Recht auch mit an deinem Helden habe.
Zwar blick ich nicht dein Heil,
So dir dein Salomo gebiert,
Mit scheelen Augen an,
Weil Karlens Hand,
Des Himmels seltne Gabe,
Bei uns den Reichsstab führt.
Wem aber ist wohl unbekannt,
Wie noch die Wurzel jener Lust,
Die deinem gütigsten Trajan
Von dem Genuss der holden Josephine
Allein bewusst,
An meinen Ufern grüne?
Levo também porção de tua alegria,
Velho pai de tantos rios!
Lembra, contudo,
Tenho um grande direito sobre teu herói.
Não ponho sobre teu salvador,
Que teu Salomão fez nascer,
Olhos invejosos,
Pois as mãos de Carlos,
Raro dom do céu,
Porta o cetro entre nós.
Quem desconhece, porém,
Que a raiz desse prazer,
De teu gentil Trajano,
O gozo da bela Josefina
Apenas por ele sentido,
Verdeja em minhas barrancas?
7. Aria
Reis von Habsburgs hohem Stamme,
Deiner Tugend helle Flamme
Kennt, bewundert, rühmt mein Strand.
Du stammst von den Lorbeerzweigen,
Drum muss deiner Ehe Band
Auch den fruchtbarn Lorbeern gleichen.
Ramo dos Habsburgos alto tronco,
De tua virtude a brilhante flama
Conhece, admira e preza meu curso.
Nasces dos ramos dos louros,
Será, pois, teu glorioso enlace,
Como os lauréis, frutuoso.
8. Recitativo
Verzeiht, bemooste Häupter starker Ströme,
Wenn eine Nymphe euren Streit
Und euer Reden störet.
Der Streit ist ganz gerecht,
Die Sache groß und kostbar, die ihn nähret.
Mir ist ja wohl Lust
Annoch bewusst,
Und meiner Nymphen frohes Scherzen,
So wir bei unsers Siegeshelden Ankunft spürten,
Der da verdient,
Dass alle Untertanen ihre Herzen,
Denn Hekatomben sind zu schlecht,
Ihm her zu einem Opfer führten.
Doch hört, was sich mein Mund erkühnt,
Euch vorzusagen:
Du, dessen Flut der Inn und Lech vermehren,
Du sollt mit uns dies Königspaar verehren,
Doch uns dasselbe gänzlich überlassen.
Ihr beiden andern sollt euch brüderlich vertragen
Und, müßt ihr diese doppelte Regierungssonne
Auf eine Zeit, doch wechselsweis, entbehren,
Euch in Geduld und Hoffnung fassen.
Perdoai, musgosas cabeceiras de poderosas correntes
Se uma Ninfa a vossa disputa
E palestra interrompe.
A disputa é justa
O prêmio por que se luta grande e valioso.
Para mim o muito prazer
É ainda sentido
E de minhas ninfas o alegre divertimento,
Com a chegada do herói vitorioso, vivido.
Isto o serve
Que dos súditos os corações
Como hecatombes tão pobres
Sejam então oferendas.
Mas ouvi o que minha boca se arrisca
Dizer a vós:
Tu, cujo fluxo se alimenta do Inn e do Lech
Tu deves honrar conosco o real casal;
Mas deixa conosco a tarefa.
Vós outros dois deveis como irmãos se portar
E se para vós o duplo Sol do Reinar
Em algum tempo, a cada vez, vier a faltar,
A paciência e a esperança deveis abraçar.
9. Aria
Hört doch! der sanften Flöten Chor
Erfreut die Brust, ergötzt das Ohr.
Der unzertrennten Eintracht Stärke
Macht diese nette Harmonie
Und tut noch größre Wunderwerke,
Dies merkt und stimmt doch auch wie sie!
Ouve, pois! O suave coro das flautas
Alegra o peito, delicia os ouvidos.
A inabalável forte concórdia
Cria essa limpa harmonia
E ainda maravilhas maiores,
Medita nisso e soa a ela conforme.
10. Recitativo
Bass
Ich muss, ich will gehorsam sein.
Devo e obediente hei de ser.
Tenor
Mir geht die Trennung bitter ein,
Doch meines Königs Wink gebietet meinen Willen.
Amarga me é a separação,
Mas o alvitre do Rei comanda minha Vontade.
Alt
Und ich bin fertig, euren Wunsch,
So viel mir möglich, zu erfüllen.
E estou pronta, para vosso desejo
O quanto for possível, cumprir.
Sopran
So krönt die Eintracht euren Schluss. Doch schaut,
Wie kommt's, dass man an eueren Gestaden
So viel Altäre heute baut?
Was soll das Tanzen der Najaden?
Ach! irr ich nicht,
So sieht man heut das längst gewünschte Licht
In frohem Glanze glühen,
Das unsre Lust,
Den gütigsten August,
Der Welt und uns geliehen.
Ei! nun wohlan!
Da uns Gelegenheit und Zeit
Die Hände beut,
So stimmt mit mir noch einmal an:
Assim coroa a concórdia nossa conclusão. Mas vede,
Como é que em nossas barrancas
Tantos altares são construídos?
Por que dançam as Náiades?
Ah! Se não erro
Vê-se hoje a luz tão desejada
Brilhar em luz esplendorosa,
Para nosso prazer
O gentil Augusto
A nós e ao Mundo deleitar.
Eia! Justo agora!
Quanto tempo e oportunidade
Unem as mãos,
Cantem comigo uma vez mais:
11. Coro
Die himmlische Vorsicht der ewigen Güte
Beschirme dein Leben, durchlauchter August!
So viel sich nur Tropfen in heutigen Stunden
In unsern bemoosten Kanälen befunden,
Umfange beständig dein hohes Gemüte
Vergnügen und Lust!
A antevisão celestial do bem eterno
Guarde tua vida, sereno Augusto!
Assim como tantas gotas nas horas de hoje
Ajuntam-se em nossos musgosos canais,
Abracem constantes teu alto ânimo
O contentamento e o prazer!
Assinar:
Postagens (Atom)